quarta-feira, 16 de abril de 2008

PEDRA, ÁGUA E EU...


Pedra, água e eu...
Sou como pedra...
Dura e forte;
Sou como água...
Limpa e mole;
Sou como o mel de abelha...Sou nobre.

Natural do seridó de caicó
Sou fruto da cana caiana
Gosto de Queijo qualho
De manteiga de garrafa
De carne de sol assada
De longas conversas...De alegria e festas

Gosto de feira... De gente alta e esbelta
Que carrega na algibeira
Muita devoção, fé e crença...
Na bendita rezadeira
Que com o terço na mão
Afasta qualquer mau olhado.

Sou descendente de antigas patentes
De major e coronéis...
Que guardavam moedas de ouro
Em potes de barro
Que no tempo ficaram perdidos
Mais ainda deixaram vestígios.

Gosto de bordado... De renda...
De gente prendada e arrumada
Que adora se enfeitar
Com lindos vestidos exclusivos
Vindos de mãos criativas e caprichosas
Que é comum em meu seridó.

Sou pedra... Água...
Sou fruto da minha terra...
Seca e raramente molhada
Mais tenho um oásis dentro de mim
Por que eu sou similar a tudo isso
Eu sou mesmo assim.

2 comentários:

Ricardo Arrais disse...

Parabéns Eliana!
Muito belas suas palavras... Continue lapidando seu estilo e graça!

Ranny Crystina disse...

Muito boa a sua poesia, Eliana, concordo com o rfarrais, agora pede para ele não deixar de ler NENHUM e-mail que é enviado para ele,principalmente os importantes, ok?

Beijos querida e parabéns!