sábado, 3 de maio de 2008

À MINHA MÃE...

Minha querida,
Fomos muito amigas
Nesta vida

Deste-me conselhos
Importantes
Que passarei adiante

Ensinou-me a servir...
A ser mãe como você...
Doce, sincera, muitas vezes uma fera

Fera para defender a prole
Incondicionalmente
Sem limites

Ensinou-me a estar disponível
Todo o tempo
Para o amor e o rebento

A ser sonhadora com o futuro
Compartilhado
Entre todos do ninho

Minha mãe Julieta
Não foste de Romeu
Mas de Ezequiel

Com quem uma vida inteira...
Viveu, amou...e na doença cuidou
Até a hora que deus chamou

Ensinaste-me a ter fé
Na suprema das mães
Tomo como lição e virtude

Com a virgem Maria
Pego-me todo os dias e noites
Rogado por você

Ficava tão triste...
Ao vê-la sofrer com a enfermidade
Como uma Luz fraca e persistente

A santa que me consola...
Fez-se você na aurora da vida
Quando estávamos juntas

Mãe não está mais com a gente
Depois de tanto sofrer
Sem consciência e vigor

No mês de maio...
Das mães, Das novenas a Maria...
Você partiu.

Mãe nunca vou te esquecer...
No dia a dia... Nas noites...
Com meus filhos precisando de mim

No abraço... No afago...No incentivo
Nos conselhos... No seu colo
Que era nosso abrigo

Se agora, saudosa...
Falo de ti com gratidão
Para sempre sua presença estará em mim.

Nenhum comentário: