segunda-feira, 16 de junho de 2008

O ÓCIO

É preciso ter ócio
Pra entender o oficio
De não fazer nada
E aflorar
As idéias que quimera

É pura utopia
Agir sem saber
E querer infringir
A importância do ser
Em relação ao ter

No ócio tudo acontece
É só se achar
E buscar o rabisco
Dos riscos que como chama
Inflama-se na mente

O ócio referido...
É coisa de pensador...
De poeta... Cantador...
De artista e compositor
Que vive o amor.

NOSTALGIA

Oh! Porque insiste em mim agora?
Peço que vá-se embora
Estou mais do que dolorida
Dos meus pais doces lembranças

Ide... Parta...
Esvaia-se do meu peito
Já estanquei minhas lágrimas
Meu poço está seco

Dá-me um pouco de repouso
Só me acho num só canto
Estou num enorme fosso
O da triste solidão

Sai! Não fiques mais comigo
Procure outro abrigo
Ou se entregue a um suicídio
Mas não mate meu coração

MEDO


Eu sinto medo...
De doença...
De fadiga...
De intriga...
De maldade...
De inveja
Da velhice...
Da natureza morta...
Da falta de carinho...
Da falta de olhar...
Dos meus filhos me deixar...
De ficar sozinha...
De não ver meus netos...
De não ter uma mão pra pegar...
De perder o entusiasmo...
De perder a razão...
De ficar sem memória...
Esquecer minha história...
De sair...
De não voltar...
Não ter mais quem beijar...
De perder a fé em Deus...
De ficar sem visão...
Sem sonhos...
Sem fantasia...
Sem alegria...
De não viver...
Mais por querer...
E não sentir estar aqui.