terça-feira, 29 de julho de 2008

MEU JOVEM GUITARRISTA

Como é bonito vê-lo
Nos acordes iniciais
Seus dedos magros...
Compridos...
Corre que nem um esquilo
Apressado e sabido
Sobre as cordas dessa moça
Brilhante e delgada
Que se traduz uma negra guitarra

Você é meu orgulho
Tudo que mais gosto
De gosto musical
Eu lhe considero
Meu ideal de menino
Adoro ouvi-lo
Mesmo que ainda desafinado
Faz-se alto nos meus ouvidos
Cada nota um carinho

Meu jovem guitarrista
Aposto tudo em você
Tenho tanto o que dizer...
Incentivar...
Mais prefiro sentir... Ouvir
E aprender com você
Sei que a guitarra
É uma paixão
De seu coração

Meu querido instrumentista
Sou sua fã
A mais vibrante
Talvez você não saiba
Como escuto suas notas
Que brotam sozinhas inibidas
Como jovem artista
No intimo do seu mundo
Vive um rapaz puro e de muito talento

sexta-feira, 25 de julho de 2008

REENCONTRAR UM AMIGO

Que prazer amigo
Reencontrar você
Quase por acaso
Assim como no passado...
Em que eu e você
Bem jovens nos achamos

Vou te contar...
Do jeito que hoje sei expressar
Minhas vontades...
Minhas saudades...
Minha realidade
Sobre o que meu coração hoje ver

Estamos tão diferentes...
Alguns cabelos desbotados
O meu constantemente pintado
Marcas no rosto de bronzeado
Corpo meio que mudado
Tudo culpa do tempo

Nada disso importa agora... Só as lembranças
E o reencontrar amigo
Mesmo por que meus olhos já não ver somente o bonito
Hoje enxerga o olhar mais profundo...
Tento penetrar na alma
E tocar o que mais faz sentido.

Nem sei por tanto que andou
Por esse mundo sem porteira
Quem lhe acompanhou?
O que encontrou
Nessa busca aventureira
Entre o céu e a natureza?

Será que a felicidade foi fisgada
Firme e forte
Com coragem e vontade?
Ou muitas vezes escapou dos dedos
E se sentiu perdido e sozinho
Sem nenhum amor e amigo?

Muitas vezes lembrei de você
Do meu tempo de adolescente
Boba e ingênua
Sem qualquer coisa na cabeça
A não ser fantasia de menina
Preza a família severa

Sonho e imagino-me voando...
E pousando em diferentes lugares
Conhecendo e abraçando
O mundo e as pessoas...
As mais estranhas...
Com comportamentos diferentes.

Caio em mim e estou escrevendo...
Não tenho mais pensamento que não seja rimado
Quando estou triste, feliz ou indiferente...
Corro ao computador e me transformo...
E me transporto aonde eu queira estar...
E começo a digitar os sentimentos.

Sabe de uma coisa...
Hoje ainda tenho alma de criança
Gosto de brincar...
Correr...
Soltar-me ao vento
Devorar doces e chocolates.

Na realidade...
Passei por duas universidades
Que resultou num diploma
Que vive na gaveta
Não me trouxe grana nem fama
Só promessa aos meus pais cumprida

Na vida encontrei um amor...
Não sei se perdurará para sempre
Mas vamos seguindo em frente
Mesmo porque germinou dele
Um cravo e uma rosa
Que é um grande presente

E com eles nunca estou só
Todas as manhãs, tardes e noites...
Vou cuidando, podando e tratando...
Com muito carinho e amor
Para que nunca percam o perfume
O brilho e a cor.

Assim sou diante do tempo que passou...
E vivo da arte do jogo com palavras e rimas
E do meu cravo e rosa
Que são as minhas maiores paixões...
E razão
De viver seguindo com meus pensamentos.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

OS DIAS SÃO COMO PÁGINAS DE LIVROS


Que vamos folheando...
A nossa história em curso
Sabemos o que foi lido...
Imaginamos o que será dito...
O que será vivido

Às vezes choramos...
Rimos...
Brincamos...
Ficamos doentes...
Ausentes
E buscamos voltar às páginas
Que ficarão amassadas
Com as decepções

Tentamos apagar o que foi lido...
Vivido... Dito...
Mas pra essa tinta não tem borracha
Nada apaga
Pensamos em arrancar a página...
Mas não adianta
Ela é numerada
Pra sempre está marcada

O livro da nossa vida
É o mais importante...
O mais delirante...
O mais penetrante...
Não importa a cor das páginas
O que vamos encontrar cada dia
Devemos ler com coragem e alegria

Não sabemos quem escreveu...
Como vai terminar...
Temos que nos conformar
E apreciar com muita atenção
A história... Que não tem volta
Senão ao final...
Não lembraremos o que foi lido
E vivido pelo protagonista.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

TALVEZ UM DIA

Talvez um dia...
Haverá mais harmonia
Mais consciência
Mais aproximação
Mais reunião de irmãos

Talvez um dia...
Seremos mais animais
Seremos menos humanos
Seremos mais sinceros
Seremos menos sérios

Talvez um dia...
O mundo irá parar
E todos se tocarão
Do que tem importância
E só assim darão as mãos

Talvez um dia...
Ouviremos mais
Brigaremos menos
Respeitaremos mais
Trairemos menos

Talvez um dia quem sabe...
Viveremos todos bem
Viveremos todos saudáveis
Viveremos as pazes
E o amor de Deus.