quinta-feira, 21 de agosto de 2008

ÁRVORES DO AMOR

Quando jovens apaixonadas
Viviam separadas
Só se encontravam quando o vento batia
E trazia os galhos para perto um carinho
Que roçava um pouquinho,

E o vento tanto que bateu
A chuva rara de pingo caiu
A areia branca de praia umedeceu
E as árvores do amor muito cresceram...

E o tempo passou e velhas ficaram...
Seus troncos enrugaram...
Partes das copas desfolharam
Mas, algo não se perdeu...

E o amor de tão grande eclodiu...
Suas raízes do quente e salgado chão
E o improvável encontro aconteceu
Mesmo cansadas se juntaram
E as leis da vida contrariaram...

E num grande abraço se apoiaram
E se roçaram tanto que se entrelaçaram
Tal qual um homem e uma mulher
No alto da paixão e da libido,
De uma forma extravagante e misteriosa

Trazendo uma lenda na história
Para quem nela se encontra
De não haver separação dos casais
Assim como as árvores do amor
Que juntas até a morte...
Jurarão para sempre ficarem.

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