quarta-feira, 23 de abril de 2008

SIMPLESMENTE MULHER





Nada de extraordinário
Somos simplesmente mulher
Nem tão frágil nem tão forte
Que possa se julgar diferente dos homens
Ou especiais.

Somos seres normais
Como tantas criaturas que compõe a natureza
Cada vez nos tornamos mais reais
Estamos provando no trabalho com muita criatividade
Que podemos contribuir de forma definitiva
Com a ciência e tecnologia.

Tantos anos adormecidos
Escondidos e resumidos a um adjetivo...
O de que éramos apenas mães...
Donas de casa desacreditadas, medrosas...
E submissas nos criávamos oprimidas

Hoje com a incumbência e lutas modernas
Nós tornamos fera liberta
Ganhamos muitos adjetivos
Usamos o emocional para sermos valorizadas
E compreendidas dentro de casa e na rua.


Perdemos alguns dos encantos naturais...
Cada dia uma surpresa que se chama de beleza
Tudo artificial pra compor o visual
É cabelo pintado... O corpo modificado
Tudo para agradar o ser amado.

terça-feira, 22 de abril de 2008

O MAR E O SURFISTA

De todos os cantos do mundo
Encontro-te no fundo
De um mistério profundo
Faz parte de seu mundo
Num belo dia liso
Como um fio

Nas suas ondas
Altas e baixas
Deslizando nas cristas espumadas
De cascalho de conchas
E areias douradas
Que desemborcam na praia

Embaralhando-se nos sargaços
Flutuando no ar
Com a prancha desliza
E se faz uma ilha
De coragem e audácia
Só você e o mar.

Surfista
Vendo-te desnudo...
Sinto vertigem... Emoção
Nos seus gestos
O corpo oscila com o vento
E quase some por um momento

Exala cheiro de parafina...
De maresia...
De fumaça...
De sol e pele bronzeada
Que o sal transformará em escamas
Quando não for mais essa linda criança.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

A FLOR E A ROSA

Flor puro amor...
No perfume...
Na cor...
No estilo...
No estame...
E no sexo elegante.

A rosa é toda estilosa
Só quer ser a mais pomposa
Cheia de pétalas em camadas
Cheiro tem... E tudo guarda...
Amor... Carinho e criaturas apaixonadas

A flor não tem espinhos
Mas nem por isso é mais colhida
Já a rosa apesar dos seus espinhos
É muito cobiçada e ofertada
Por pessoas interessadas
Em impressionar a amada.

As Rosas rubras as mais belas...
Desabrocham as paixões
Nos momentos de fantasia
Enfeitiçando as donzelas
E as mulheres feitas
Que conhecem a delícia de carícias

Mas na verdade não importa a cor...
Nem o fato de ser rosa ou flor
Todos gostam do perfume
E do frescor
Numa manhã de verão
Não tem quem resista à natureza e sua criação.


PEGADAS POÉTICAS






Passadas as pegadas...
Do andarilho de sonhos
Entre poeiras e vento
Do enorme cata-vento

Vou ao passo de minhas escritas
Lentamente tomando rumo
Aos sentimentos que brotam do fundo
De meu peito

Penetro no meu ser
Paro aqui e acolá
Para tentar achar as rimas
A qual se destina

O silêncio se instala
No vazio de minha alma
Sofro, penso e reflito...
Nublo meu pensamento

São dias claros...
Tardes longas...
Noites escuras...
Sem estrelas e luas

Oh! Prosseguir difícil
A imaginação persistindo...
Olho em volta... Dito minhas dores e amores
Sigo eu poetizando.

Deixo os meus dedos deslizar
No teclado do computador
Focalizo sem piscar
Vou me esgarçar

Brinco de realizar
O que a imaginação me faz criar
E no momento de angustia
Olho-me e estou no mesmo lugar

Em cada final há uma confirmação...
Poeticamente vivo pelejando
Em esvaziar os meus anseios
Oh momento de desassossego!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

CARROSSEL DE SONHOS

Os sonhos são como um carrossel
Cheio de cores, brilhantes, vivos.
Mais que passam girando...
Rindo... Dando gargalhadas
De quem perdeu de realizá-los

Num impulso, num salto...
Muitas vezes num embalo
Temos que embarcar
E agarrar firme no carrossel

Para podermos também dar risadas
Gargalhadas e concretizar
O que se imaginou naquele papel
Transformá-los em verdade
Antes que cheguemos à insanidade da idade.

PEDRA, ÁGUA E EU...


Pedra, água e eu...
Sou como pedra...
Dura e forte;
Sou como água...
Limpa e mole;
Sou como o mel de abelha...Sou nobre.

Natural do seridó de caicó
Sou fruto da cana caiana
Gosto de Queijo qualho
De manteiga de garrafa
De carne de sol assada
De longas conversas...De alegria e festas

Gosto de feira... De gente alta e esbelta
Que carrega na algibeira
Muita devoção, fé e crença...
Na bendita rezadeira
Que com o terço na mão
Afasta qualquer mau olhado.

Sou descendente de antigas patentes
De major e coronéis...
Que guardavam moedas de ouro
Em potes de barro
Que no tempo ficaram perdidos
Mais ainda deixaram vestígios.

Gosto de bordado... De renda...
De gente prendada e arrumada
Que adora se enfeitar
Com lindos vestidos exclusivos
Vindos de mãos criativas e caprichosas
Que é comum em meu seridó.

Sou pedra... Água...
Sou fruto da minha terra...
Seca e raramente molhada
Mais tenho um oásis dentro de mim
Por que eu sou similar a tudo isso
Eu sou mesmo assim.

terça-feira, 15 de abril de 2008

CADÊ?


Cadê meu pai?
Minha mãe?
Meus irmãos?
Minha sombrinha?
Minha mala?
Minha viajem?
Meus sonhos...
De ver aquela linda paisagem?

Aquela menininha
Que andava de calcinha
Muito loura e branquinha...
Caminhava na calçada
Cabecinha de vento...
Adorava ficar ao relento...

Quando ficava escuro pra chover...
Corria na rua contente
Contra o vento quente
Daquele sertão castigado
Pelo sol e pela simplicidade

O vento trazia uma enorme poeira
Um lar de interior
Uma família comprida
Que não conhecia a vida
Da cidade pra onde iam
Naquele ano de tempestade.




CÉU DE ESTRELAS


Busco no céu desde menina
Entender o movimento da terra
Ficava na soleira da porta de interior
Fitando aquele brilho
Que parecia misterioso e esquisito

Não compreendia
Nem ainda compreendo
Onde vamos parar...
O que nos faz continuar

Buscamos resposta nas estrelas
Imaginamos discos voadores
E vida em outros planetas
Somos infinitamente pequenos
Diante desse imenso céu estrelado

Vivemos de criar...
Sonhamos com respostas
Para todos os nossos dilemas
Somos sós ou estamos acompanhados
Nesse enorme e escuro buraco.

Gostaria de ser um pássaro
Para voar bem alto
Bater minhas asas com toda força
E ser maior que minha imaginação.

LÁ VOU EU POETIZANDO...

Viva a poesia!
No seu dia...
Quem diria...
Eu estou com alegria...
De viver poetizando...

Sobre nossas aventuras...
O amor pela criatura...
Pela minha família
Pela natureza...
E qualquer forma de beleza

Lá vou eu poetizando...
Com os sonhos me levando
Sigo com meus pensamentos
Mato o tempo... E desafio
O meu íntimo

A tristeza driblando
Vou seguindo como um rio
Quero viver o mundo
Vou cortando os caminhos
Lá vou eu poetizando.