segunda-feira, 24 de agosto de 2009

OS IPÊS DO CAMPUS UNIVERSITÁRIO

Vão florir os ipês
Quando setembro chegar
Ipês cor de rosa
Ipês amarelinhos
Árvores e flores, bosques e caminhos...
Quando chegar setembro...
Tudo florido
Pássaros e borboletas, céus claros ou profundos...
A poesia no coração ecoando
Sensibilidade e emoção
Vai dentro do meu coração

Eu me aposso dos elementos interessantes
Em setembro todo um semblante
Os ipês alheios à verdade cotidiana
Em contraste do azul do céu
E o verde transformado da beira da estrada
Um acróstico amarelo
E um rosa arroxeado
Perante meus olhos
A mais completa poesia da natureza

Sabiás em sinfonia matinal
Sobressaem-se ao barulho da cidade que acorda
Cortando um pedacinho da mata atlântica
No coração da zona sul de Natal
Na beira da estrada
Pobres sobreviventes
Os ipês insistem e renascem em florir
Um casal de corujas de camarote espiando
Sem nada poder fazer
Ao ruído ensurdecedor dos automóveis
Que passam apressados no campus universitário
Eu no meu carro vou apreciando
A dádiva de todo dia ver florir
Os ipês de setembro.

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