domingo, 18 de outubro de 2009

TIMIDA À TARDINHA

Tímida à tardinha
Que cai sozinha
No mês de agosto
Mas não de desgosto
De brisa e ventania

Cai à tarde...
Com seu tom dourado
Despede-se com o por do sol
A brisa fria se faz sentir
Amores banhados pelo arrebol

O último pio da ave avisa:
Cai à tarde!
E ninguém percebe
O dia que não nos quer mais ver
Onde será que ele foi se esconder?

Cai à tarde
E tudo parece estar no limite do fim
Como é estranho o escurecer
A despedida, descompondo a claridade
E os sonhos ficando para mais tarde

Um comentário:

Anônimo disse...

linda poesia!
^^