De nada adianta se refugiarTentar não pensar
Tudo há de aflorar
Pra quê enganar o momento
Se tudo pode se transformar num enorme deserto
Ou um oceano de inferno
Ainda um céu sem mar
Efêmero medo
Bobagem trás desassossego
Que me atravessem nos trilhos...
Murmúrios de movimentos de pernas
No arfar cansado dos amantes
Na quebra dos ouvidos viciados
Pela linguagem sem sentidos
Que a palavra poética atravesse
O ato de calar inútil
Inefável pronunciar da linguagem escrita
Sinto eu a viajem da travessia
Entre a realidade e a fantasia
Que me dá tanta alegria
Quando estou sozinha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário