domingo, 14 de março de 2010

O SOL




Sol quente ardente
Seus raios são flechas reluzentes
A mais linda estrela do nosso sistema...
Solar, que o descrimina

Sol,
Nosso pote de luz
Essa esfera de gás incandescente
Que nos dá tanta vida
Ao mesmo tempo em que pode queimar a gente

Sol,
Parece uma enorme bola de fogo
Um líquido quente em constante ebulição
Chegando a doer na pele e no coração
Dos que o perseguem sem razão

Sol,
Sua granulação fotosférica
Formam suas manchas solares
Que ciclicamente vivem onze anos
Suas linhas brilhantes se encontram na cromosfera

Sol,
Não nos deixe jamais
Não consigo imaginar os dias sem você
A terra e seus habitantes não iriam sobreviver
Você é a luz que irradia nossos dias.

sexta-feira, 12 de março de 2010

SILÊNCIO

Por favor, espere um pouco...
Silêncio!
Escute os pensamentos
Silêncio!
Olhe o frêmito
Silêncio!
Paz é o que todos querem
Silêncio!
Que não ouçamos mais nada
Silêncio!
A vida proclama por um pouco de calma
Silêncio!
Ver se para de balbúrdia
Silêncio!
Por que mexe-nos tanto a alma
Silêncio!
Mesmo quando a saudade mata
Silêncio!
Para os belos momentos
Silêncio!
Tem que ter arte para calar
Silêncio!
Com muita sabedoria provoca uma ação
Silêncio!
Quem falou um dia poesia hoje cala o coração
Silêncio!
É uma voz que está pedindo
Silêncio!
Quero ouvi-lo
Já cansei de esperar...
Vou silenciar.

AMAR



Que palavra doce de pronunciar
Ainda mais doce o sentir
AMAR...
Uma rubra face
Que incendeia quando permeia
AMAR...
Os corpos rijos ao se tocar
Quando querem se roçar
AMAR...
A mão quando quer acariciar
Com ternura e lisura
AMAR...
Encontro de olhares
No meio da multidão
AMAR...
Infinito, fraterno, maternal,
Jamais haverá igual
AMAR...
Gostar mutuamente
Querendo permanentemente
AMAR...
Pode ser em qualquer lugar
Não tem tempo nem hora
AMAR...
Propósito de vida
Gosto e alegria pela companhia
AMAR...
Entregando-se simplesmente
Como a uma poesia ou repente.

quinta-feira, 4 de março de 2010

MULHER DE DESEJO E FEIRA




Mulher que passa faceira
Leva consigo a cesta de feira
Cheia de desejos perfumados
E gostos cítricos e adocicados

Seu quadril parece uma taça
Que rebola, balança e disfarça...
A malicia de uma raça
Pura e mestiça

Mulher, na cintura fitas coloridas...
Tal qual o cabelo que trata com zelo
Escondendo os pesadelos
Das noites mal dormidas

A rua fica parada
Com seu jeito e risada
Todos seguem seu ritmo
Num bailado nordestino

Mulher solta ao vento
Busca no dia a dia sua independência,
Sua liberdade, sua identidade própria;
De porta em porta

Ser feminina que luta como guerreira...
Amiga e companheira
Na labuta incansável por seus ideais
De viver feliz com amor e paz.

CARNAVAL SEM FOLIA



Que me perdoem queridos foliões
Não sei ser bailarina, nem colombina,
Pois não tenho alerquim
Não sou mangueira, salgueiro nem beija-flor.

Seja alegre, ou seja, triste...
Lá vai mais uma poesia triste
Pois o carnaval para mim não existe
O que existe é a poesia que insiste
E tu não sabes como minha alma fica triste


Na folia de momo estive sempre de fora
Nunca sambei, batuquei me soltei...
Nem atirei confetis, serpentinas...
Na avenida nunca mostrei minha fantasia

O meu carnaval é diferente
Não saio toda pintada
Com um sorriso de máscara
O corpo a mostra sem pudor
Embriagado o desejo de soltar os fantasmas

Meu carnaval é de poesia
E não preciso de máscara
Pulo com rima no meu canto
Esperando passar o bloco do pranto

Já estou pronta para o baile
Com o sol pintarei meu corpo
Talvez no mar como sereia
Ou como tatuí na areia

Nas noites calmas dançarei com as estrelas
Brilharei como colombina ou vestida de menina
Buscarei minha folia
Nesses dias de louca alegria

Deixe estar trem da folia
Mesmo que não te pegue nunca
Sou viajante da poesia
E isso é pura alegria.

segunda-feira, 1 de março de 2010

ACORDO COM O TEMPO

Acorda tempo
Temos que fazer um acordo
Ver se dar tempo ao mundo
Pra vivermos mais um pouco

O mundo está ficando velho e cansado
Com tanto desaforo humano
Nas águas tem muito lixo
Até as geleiras estão se quebrando

O ar está cada dia mais poluído
Como vamos respirar...
Nesse céu de estufa
O clima oscila frio e quente às vezes doido

Falta decoro pras nações
Diante de tanta disputa
Apontam e desapontam as severas causas
Para quem mais deve e tem culpa

Lançam satélites ao espaço em busca de resposta
Quem sabe acabem no grande buraco
E não encontre mais outra morada
Depois dessa terra devastada

A natureza implora
E agora reclama e se inflama
Com força esta dando a resposta
A velhos, jovens e crianças...

A terra treme de tristeza
Sua fúria é sangrenta
Destroem moradas deixando desabrigados
Seus inquilinos estúpidos

Oh tempo do mundo!
Será que vai ser assim...
Em apenas um segundo
Transformado em um grande monturo será o seu fim.