quarta-feira, 8 de setembro de 2010

FIM DAS HORAS


Aquieta-se em silêncio
É o fim das horas
Mais um dia que vai embora
Dando lugar ao cansaço

Tudo está passado
Se, ficou algo inacabado...
Não será mais resolvido
Amanhã terá outro sentido

O coração diminui o passo contente
Nos braços do sol poente
Recolhem-se as palavras no vagar
O dia sem fulgor já não pode dar.

Lembranças em mim emergem
No fim das horas dessa tarde
Sinto um pouco de abandono
Um frio de solidão

Ao ver quebrar o mar contra esta praia de ponta negra
Em mim um fino rio corre de poema
Tempo escoa, tudo voa...
Junto com toda essa areia

Embolo-me em pensamentos e letras
Olhando o infinito
Caminho pelo céu vermelho e amarelo
Recolho os sonhos junto com à tarde

O crepúsculo prevalece
Luzes artificiais brilham dando um realce
Entre prédios, casas e ruas...
Posso ver o fim das horas dessa tarde em mim.

Nenhum comentário: