sábado, 1 de outubro de 2011

SE EU FOSSE


Se eu fosse o ar...
Enxeria seus pulmões
Se eu fosse o tempo
Te arrebataria pra junto
Se eu fosse a água
Te molharia pra te enxugar
Se eu fosse o samba
Ditava as batidas do seu coração
E mexeria com seu corpo
Com suas cadeiras
E molas
E te deixaria com dor nas costas
Te faria uma massagem
Beijaria sua face
Contaria uma historia
Para não deixar-te ir embora
Te faria dormir
E sonhar comigo
E acordar apaixonado
E muito feliz
De ter-me ao seu lado

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

REPOETIZANDO

Volto a escrever

Revivendo o antigo e o novo

Estou triste e só de novo

Bateu novamente o banzo

Ai vem à tona o carrossel de palavras...

Loucas

Por me deixarem tonta

De tanto pensar

Coordenado

Desse jeito arrumado

Somente isso

Estou cá de volta de novo

Ao abismo

Que vive

Em mim

Nunca imaginei

Ser tão sozinha

Assim.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O FAROL DO CALCANHAR

Na praia de Touros tem um farol

Distante do asfalto

Mas alto e vistoso

É de cima a baixo listrado

De preto e branco


Ele foi posto num ângulo

Agudo e profundo

Tal qual a curva de um calcanhar

Por isso ele também é chamado

Tal proposito foi alcançado


Ele do Brasil é o maior

E do mundo foi há tempos o segundo

Em concreto armado

Mais parece de ferro pintado

Pelo seu intenso brilho


O farol plantado na areia

Contagia quem passa de dia

E de noite ilumina os amantes

E os poucos navegantes

Com sua luz possante


O farol também presencia

Um corpo desnudo que na areia se bronzeia

E o que se banha nas águas frias da praia

Enchendo a vida

De amor e felicidade


Ao fechar-me os olhos posso ver seu encanto

Já fui muitas vezes ao seu encontro

Por você fiquei hipnotizada

Diante de sua beleza sou algemada

Para sempre luz preta branca e prateada

domingo, 4 de setembro de 2011

VENTANIA




Balança do coqueiro a palha
Da moça a saia
Sopra de manhã e madrugada

Arrasta de tão magrelo o moleque
Que brinca sozinho
Descalço sem afeto e sem ninho

Poeira cai nos olhos
O mar bravo e revolto
O mês é de agosto

Quando chegar setembro
Talvez haja mais alento
E deixe quieto o vento

Vai ventania...
Quem sabe um dia...
Traga mais sorte pra mim.





quarta-feira, 24 de agosto de 2011

SAPATO VERMELHO

Nada como um lindo sapato vermelho...

Salto alto

Nunca baixo

Com laço

Ou sem laço

Tem que ser vermelho

Para ser mais que bonito

Totalmente feminino

Uma joia de aparato


Toda mulher que é mulher

Tem que ter um sapato

Para se olhar no espelho

E sair por ai com um modelo vermelho

Não importa o complemento

Ele faz o momento

De vestido então...

Todo a mostra

Deixa as pernas ainda mais de fora


Já foi sonho de muita menina

Encantar passarinho

Com um vermelho sapatinho

Um grande arsenal para mulher

Tamanho desejo infernal

O sapato vermelho é o tal

Tal qual o amor

Que também se faz flor


O sapato vermelho é um fetiche

Que permite loucuras

Para a mulher que usa

E o homem que observa

A rubra cor que revela

A força da feminina fera

Causando ira e inveja

Para a plebeia

Ao ver passar uma princesa.

terça-feira, 19 de abril de 2011

PODEROSO POVO GUERREIRO


Poderoso povo guerreiro

Habitantes primeiros

Dessa terra mãe gentil

Vem a muito sofrendo desassossego

Dos irmãos brancos posseiros

Que desejam tudo extrair

Sem piedade nem dó

Arrancam até o cipó

Pra amarrar e dá um nó

Prendendo quem está solto

Por direito habitante primeiro

Dessa terra mãe gentil

O índio é soberano

Sabe respeitar o seu mundo

Não causa mal a natureza

Nos rios se banham

Colhem os frutos caídos dos pés

Dançam a chuva e o sol

Povo colorido por penas

Vivem com suas crenças

Nas matas e nas almas brasileiras

Que seu dia seja eterno

Que vivam livres com seus mistérios

Na terra que lhe criou.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011


DIA DE REIS

Diferente dos outros anos
Este dia de reis está chorando
Muitas gotas do céu
Tomara que sejam bênçãos de Deus
Lavando o mundo e limpando
Os corações que estão implorando
Por auxilio divino

No céu não tem estrela cintilando
Está nublado e assustado
Mas já foi encontrado
Pelos três reis magos
O caminho ao Deus menino
Para nós já é sabido
Do que foi acontecido

A procissão dos fiéis
Do bairro de santos reis
Vai sair como um cordão
Na chuva vão pelo chão
Carregados em caminhão
As imagens desses reis
Que presentearam ao pequeno Jesus

A cidade de Natal venera os reis em feriado
Construiu muitos monumentos
Tem também uma fortaleza imponente
Muito sólido e do Brasil o mais belo
Constantemente armado com canhões de bronze
Tem o formato de um polígono estrelado
Cujo nome é dos Reis Magos