quarta-feira, 7 de setembro de 2011

REPOETIZANDO

Volto a escrever

Revivendo o antigo e o novo

Estou triste e só de novo

Bateu novamente o banzo

Ai vem à tona o carrossel de palavras...

Loucas

Por me deixarem tonta

De tanto pensar

Coordenado

Desse jeito arrumado

Somente isso

Estou cá de volta de novo

Ao abismo

Que vive

Em mim

Nunca imaginei

Ser tão sozinha

Assim.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O FAROL DO CALCANHAR

Na praia de Touros tem um farol

Distante do asfalto

Mas alto e vistoso

É de cima a baixo listrado

De preto e branco


Ele foi posto num ângulo

Agudo e profundo

Tal qual a curva de um calcanhar

Por isso ele também é chamado

Tal proposito foi alcançado


Ele do Brasil é o maior

E do mundo foi há tempos o segundo

Em concreto armado

Mais parece de ferro pintado

Pelo seu intenso brilho


O farol plantado na areia

Contagia quem passa de dia

E de noite ilumina os amantes

E os poucos navegantes

Com sua luz possante


O farol também presencia

Um corpo desnudo que na areia se bronzeia

E o que se banha nas águas frias da praia

Enchendo a vida

De amor e felicidade


Ao fechar-me os olhos posso ver seu encanto

Já fui muitas vezes ao seu encontro

Por você fiquei hipnotizada

Diante de sua beleza sou algemada

Para sempre luz preta branca e prateada

domingo, 4 de setembro de 2011

VENTANIA




Balança do coqueiro a palha
Da moça a saia
Sopra de manhã e madrugada

Arrasta de tão magrelo o moleque
Que brinca sozinho
Descalço sem afeto e sem ninho

Poeira cai nos olhos
O mar bravo e revolto
O mês é de agosto

Quando chegar setembro
Talvez haja mais alento
E deixe quieto o vento

Vai ventania...
Quem sabe um dia...
Traga mais sorte pra mim.