domingo, 4 de setembro de 2011

VENTANIA




Balança do coqueiro a palha
Da moça a saia
Sopra de manhã e madrugada

Arrasta de tão magrelo o moleque
Que brinca sozinho
Descalço sem afeto e sem ninho

Poeira cai nos olhos
O mar bravo e revolto
O mês é de agosto

Quando chegar setembro
Talvez haja mais alento
E deixe quieto o vento

Vai ventania...
Quem sabe um dia...
Traga mais sorte pra mim.





Um comentário:

Angela Marcia disse...

Que bom que voltou a escrever, tia!